Encontra-se em desenvolvimento o novo P.E., a vigorar a partir de 2007/2008 (após homologação por parte do Ministério da Educação), considerando a introdução dos novos cursos do ensino secundário regular, destinado a jovens.
1. INTRODUÇÃO
O presente projecto educativo tem como principal objectivo a melhoria
da qualidade do serviço prestado por este Externato desde
há mais de quarenta anos.
Sendo os alunos os " clientes " do Externato Pedro Nunes,
são eles a razão de ser e quem determina a nossa existência,
pelo que há que trabalhar essencialmente ao nível
da adequação às suas características,
interesses e motivações, por forma a aumentar o sucesso
escolar e a sua auto - realização.
Quem são os alunos que frequentam o Externato Pedro Nunes?
i ) Estudantes - trabalhadores ( adultos e jovens ) que já
não se encontram em idade normal de frequência do ensino
regular e que pretendam concluir os seus estudos ao seu próprio
ritmo, sem frustrar as suas motivações e expectativas.
ii) Estudantes que se sentem de alguma forma desajustados ou discriminados
no ensino regular muitas vezes por força de reprovações
sucessivas e devido a serem inseridos em turmas com colegas bastantes
mais novos, ou por outro qualquer tipo de razões. Normalmente,
as atitudes deste tipo de alunos modificam-se quando colocado num
grupo, mais heterogéneo, como é o caso das turmas
de trabalhadores - estudantes, que ajudam na sua motivação
e socialização.
iii) Estudantes que são frequentemente encaminhados para
apoio educativo (em alguns casos, para o ensino especial), quando
o seu único problema é a questão de terem um
ritmo muito próprio, diferente da dos colegas ( apesar de
poder ser mais lento, no ensino recorrente isto não será
sinónimo de insucesso).
Historial do Externato Pedro Nunes
0 Externato Pedro Nunes foi fundado em 1965 com a finalidade de
proporcionar a jovens e adultos de ambos os sexos a oportunidade
de obterem as habilitações que não conseguiram
na idade própria e que, posteriormente decidiram retomar
os estudos. É de referir que na altura da fundação
do Externato Pedro Nunes, no concelho de Vila Nova de Gaia, era
permitido o ensino misto, ao contrário do que acontecia no
Porto (numa distancia inferior a 500 m). Assim, o Externato Pedro
Nunes tem desde o seu arranque um carácter de pluralidade
e de não discriminação que alicerça
toda a sua actividade.
Caracterização do
meio envolvente
0 Externato Pedro Nunes está distribuído por três
edifícios
bastante próximos e situado na Avenida da República,
dentro da actual "Zona Histórica da Gaia", a menos
de 500 m da Ponte Luís I e da " baixa " do Porto.
Pelas características particulares do tipo de estudantes
que o Externato serve, não podemos dizer que este Estabelecimento
está inserido no meio social em que aqueles vivem mas sim
próximo do seu local de trabalho ou num ponto de passagem
entre o emprego e a casa.
O meio sócio - económico envolvente é essencialmente
dominado pelo comércio e serviços, não havendo
uma grande densidade populacional nesta zona (aos poucos os prédios
de habitação têm vindo a ser substituídos
por edifícios de escritórios ou lojas, verificando-se
além disso um "envelhecimento" da população
local). Assim, a maior percentagem de alunos que frequentam o Externato
Pedro Nunes residem, normalmente, a sul do rio Douro, em freguesias
limítrofes do concelho de Gaia ou nos arredores da cidade.
Além disso, constatam-se também grandes discrepâncias
entre os níveis sócio - económicos, existindo
desde os mais desfavorecidos até aos mais elevados, bem como
uma grande diversidade de profissionais.
Relativamente às infra-estruturas de apoio, a situação
do Externato Pedro Nunes no coração da chamada "baixa
de Gaia" coloca-nos num local privilegiado dado estarmos muito
próximos dos principais museus e serviços públicos
da cidade (Câmara Municipal, Observatório Meteorológico
da Serra do Pilar etc.), além de termos fácil acesso
às instalações desportivas do Futebol Clube
de Gaia (com o qual temos um protocolo de utilização
das suas instalações para a prática de ginástica).
2. IDEAL DE EDUCAÇÃO A SEGUIR E OBJECTIVOS
A ATINGIR
Já vai em mais de trinta anos o funcionamento ininterrupto
deste Estabelecimento e é com enorme satisfação
que podemos verificar que, ano após ano, tem vindo a concluir
os seus ciclos de estudos um número significativo de alunos,
cujo êxito é um valor acrescentado às nossas
responsabilidades e um incentivo que nos anima a iniciar cada novo
ano lectivo com redobrado empenho e dedicação.
Desde a sua fundação que foi adoptado o sistema de
ensino intensivo por ciclos, extinto a partir de 1995/96 em consequência
da aplicação da Reforma do Sistema Educativo. A partir
dessa altura, adoptamos o Ensino Recorrente por Unidades Capitalizáveis
( 3ºciclo e Secundário) dado ser aquele que melhor se
coaduna com a nossa filosofia de ensino.
Compete-nos, como Escola, a criação das condições
facilitadoras da auto-aprendizagem dos alunos, de forma a desenvolverem-se
intelectual e emocionalmente. Consideramos ainda que os principais
objectivos a atingir pelo processo educativo serão o auto
desenvolvimento e a auto realização dos alunos.
É fundamental a responsabilização e a participação
dos alunos em todo este processo, de maneira a tornarem-se pessoas
livres, sociáveis e conscientes.
São nossos objectivos:
i) Proporcionar aos alunos formação e aprendizagem
qualificada, de acordo com os respectivos planos curriculares e
programas em vigor, valorizando-se a autonomia do formando e os
elementos culturais de que são portadores.
ii) Desenvolver um trabalho pedagógico adequado às
finalidades de cada curso e ao desenvolvimento da Formação
Individual, permitindo a cada aluno a progressão em ritmo
próprio, recorrendo a Docentes qualificados e motivados para
tal.
iii) Contribuir para que aqueles alunos que abandonaram o Sistema
Educativo precocemente, aqueles que sentem necessidade de se valorizarem
cultural ou profissionalmente, ou ainda aqueles que de alguma forma
se sintam marginalizados ou desadaptados das situações
apresentadas por outros tipos de ensino, adquiram a formação
que lhes permita realizar os seus anseios.
Para a consecução destes objectivos, procuraremos
facilitar a participação dos alunos no funcionamento
do processo de ensino, quer através da promoção
de actividades e projectos disciplinares e inter-disciplinares,
quer pela realização de iniciativas que envolvam outras
entidades (casos da Câmara Municipal, Associações
Culturais, Comunicação Social, etc.). Interessa-nos,
portanto, criar um clima social que seja favorável ao desenvolvimento
e à liberdade para aprender dos Alunos.
Para viabilizar a funcionamento deste Projecto Educativo, encontram-se
expressas no Regulamento Interno do E.P.N. todas as normas a observar
pelo Corpo Docente, Alunos e Pessoal não Docente, bem como
as próprias condições de admissão e
frequência.
3. RECURSOS HUMANOS
3.1-Entidade Proprietária
O E.P.N. é propriedade da sociedade por quotas "Instituto
Pré-Universitário de Gaia, Lda.", cujo
Conselho de Administração propõe os nomes das
Direcções Administrativa e Pedagógica (sujeitas
a
aprovação do Ministério da Educação)
3.2-Direcção Administrativa
É nomeada pela Entidade Proprietária e tem como
principais funções a gestão dos Recursos Humanos,
Materiais e Financeiros. Todos os assuntos de âmbito administrativo
passarão por esta direcção (por exemplo, a
contratação e gestão de Pessoal, a gestão
contabilística, a organização a nível
de Serviços de Secretaria, a gestão dos contratos
de apoio concedidos pelo Ministério da Educação,
etc.)
3.3-Direcção Pedagógica
É nomeada pela Entidade Proprietária e tem como
principais funções a organização do
processo educativo por forma que o Externato atinja, eficaz e eficientemente,
os seus objectivos. Fazem parte das suas atribuições
todos os assuntos que sejam de natureza pedagógica (de referir,
entre outros a organização curricular, a distribuição
de tempos lectivos, a coordenação educativa, a representação
do E.P.N. junto do Ministério da Educação etc.)
3.4-Conselho Pedagógico
É presidido pela Direcção Pedagógica
e competirá a este Conselho, entre outras funções,
a coordenação e orientação da acção
educativa para a preparação e funcionamento das actividades
lectivas.
3.5 -Coordenador Geral
É um cargo acumulado por um dos elementos da Direcção
Pedagógica tendo como principais atribuições
a coordenação dos vários cursos do Ensino Recorrente
e a gestão do Centro de Coordenação sendo,
para isso, apoiado pelos Coordenadores Pedagógicos.
3.6- Coordenadores Pedagógicos /
Direcções de Turma
São nomeados pela Direcção Pedagógica,
acumulando a Direcção do Curso / Turma com as seguintes
competências:
1) Acolher os Alunos que desejem frequentar e Ensino Recorrente
2) Esclarecer os Alunos sobre as características e funcionamento
dos Cursos.
3) Zelar pelo eficaz funcionamento dos Cursos a nível pedagógico
e administrativo.
4) Providenciar para que sejam registados os resultados das unidades
e rubricar os registos antes de se proceder à sua divulgação.
5) Prestar informações ou esclarecimentos ao Conselho
Pedagógico, sempre que se considere oportuno.
6) Dinamizar o grupo de Professores no sentido de aprofundar o conhecimento
e a reflexão sobre a filosofia e a prática pedagógica
deste sistema, nomeadamente no respeitante à assiduidade
e ao aproveitamento dos Alunos.
7) Manter actualizados os registos de presenças, informando
os Encarregados de Educação ou as Entidades Patronais
do aproveitamento e assiduidade dos alunos.
8) Solicitar a colaboração de todos os Professores
que leccionam os Cursos para, nomeadamente, organizarem actividades
curriculares e extracurriculares
9) Motivar os Alunos a participar, com assiduidade, nas actividades
curriculares e extracurriculares
3 .7-Conselho Geral
É Constituído por todos os Professores do Externato
e tem funções essencialmente consultivas.
3.8-Conselho de Turma
É constituído por todos os professores de cada turma,
competindo-lhes essencialmente a colaboração com os
Coordenadores na resolução de problemas de ordem pedagógica
e disciplinar que sejam oriundos do grupo-turma.
3.9- Delegados de Curso / Turma
São alunos eleitos pelos restantes colegas do Curso ( 3º
ciclo ou secundário) ou da Turma (sempre que existir mais
que uma turma por curso). Tem a função de representação
da turma junto das Direcções Administrativa e Pedagógica,
Conselho Pedagógico, Coordenadores Pedagógicos e Conselho(s)
de Turma.
3.10- Serviços Administrativos e Auxiliares
São constituídos por elementos pertencentes ao quadro
de pessoal efectivo do E.P.N. e orientados pela Direcção
Administrativa.
4. RECURSOS
4.1-Recursos Materiais
O E.P.N. encontra-se dividido entre três edifícios
situados na Avenida da República, em V.N. de Gaia.
No total, possui 12 salas de aulas, sendo duas delas equipadas com
meios audiovisuais, l laboratório de Física e Química,
1 Sala de informática e 1 sala de Desenho /Educação
Visual. Possui ainda livraria e papelaria, biblioteca que funciona
como Centro de Recursos do Ensino Recorrente e um Centro de
Coordenação. Estão também à disposição
dos alunos diversas zonas de estudo e de lazer. Dada a não
existência de ginásio existe um protocolo firmado com
o F.C. Gaia por forma a utilizar as suas instalações
para a prática da educação física.
4.2- Recursos do Sistema
Sendo um dos recursos fundamentais do ensino recorrente a utilização
de Guias de Aprendizagem (estruturados de acordo com as unidades
do respectivo programa de cada disciplina) e dada a dificuldade
na sua obtenção por parte dos alunos, conseguiu-se
resolver este problema através da concessão por parte
da Editorial do Ministério da Educação da representação
das suas publicações para a zona Porto-Sul, à
livraria do EP.N.
Por outro lado, é também fundamental a utilização
da Biblioteca como Centro de Recursos dado estar equipada com as
documentações e os materiais pedagógicos que
facilitam a aquisição dos saberes e dos saberes-fazer.
|